22 Maio 2008

Ford Escort RS Cosworth - Claudia Hurtgen (DTT de 1994)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
De cada vez que se fala no Ford Escort RS Cosworth quase que imediatamente se faz a associação deste carro aos ralis. Contudo este foi um carro que também correu nas pistas em alguns campeonatos europeus de turismo. É verdade que essa associação do Ford Escort RS Cosworth aos ralis vem das suas inúmeras vitórias nessas provas, que muito possivelmente foram em maior número do que as vitórias alcançadas em pista.
Como já devem ter desconfiado a miniatura que hoje apresento é o Ford Escort RS Cosworth em versão de pista, e que não difere muito da versão dos ralis. A particularidade deste Ford não é só pelo facto de ser uma versão de pista mas também pelo facto de ser pilotado por uma mulher, Claudia Hurtgen (alemã). Esta versão pertence à equipa Team Wolf Racing que participou no campeonato DTT (Deutsche Tourenwagen Trophae) de 1994. Os meus conhecimentos sobre este campeonato são praticamente nulos e a pesquisa efectuada não desfez algumas dúvidas, sendo que a principal dúvida é a seguinte: não sei se o DTT é uma categoria do DTM (Deutsche Tourenwagen Meisterchaft) ou um campeonato completamente diferente.
Sobre a Claudia Hurtgen foi possível, com a ajuda da Wikipédia, apurar que nasceu a 10 de Setembro de 1971 na Alemanha, onde é considerada uma das melhores pilotos femininas. A sua carreira iniciou nos karts tendo passado pela Formula 3. Em 1993 sofreu um acidente no Monaco (F3) que ditou o fim da sua carreira nos monolugares. Segundo a Wikipédia o seu regresso ao desporto automóvel aconteceu em 1995, tendo vencido o Campeonato de Turismo da Áustria. Ora aqui surge uma nova dúvida, como pode ser esta miniatura do DTT de 1994 utilizada pela Claudia Hurtgen se na Wikipédia diz que o seu regresso aconteceu em 1995?
Depois de 1995, a sua carreira continuou na American Le Mans Series, onde venceu algumas provas. Claudia Hurtgen também participou nas 24 Horas de Le Mans e de Daytona. Venceu o GP do Monaco Histórico em 2000. Em 2003 e 2004 sagrou-se campeã do DTC (Deutsche Tourenwagen Challenge). Em 2005 tornou-se na primeira mulher a vencer o Campeonato de Endurance VLN (Veranstaltergemeinschaft Langstreckenpokal Nürburgring)
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13 Maio 2008

McLaren MP4-2B - Alain Prost (1985)

Esta miniatura é da marca Solido.
No post anterior apresentei uma das minhas duas últimas aquisições. Hoje falo sobre a outra: o McLaren MP4-2B de 1985, tal como a anterior, também do piloto francês Alain Prost. Estas duas miniaturas são as minhas primeiras da marca Solido e na verdade são bastante detalhadas e como uma qualidade acima da média.
Apesar de já ter na minha colecção um McLaren MP4-2B de 1985 (Niki Lauda) ainda faltava o McLaren campeão de Alain Prost. Fica assim justificada a compra.
Como tenho uma sequência dos carros da McLaren dessa época (1984/85/86 e 87) que já foram abordados aqui no Quatro Rodinhas, não vou repetir o que foi escrito sobre este modelo, como tal remeto os leitores para a consulta desses posts:
- McLaren MP4-2 de Niki Lauda (1984)
- McLaren MP4-2B de Niki Lauda (1985)
- McLaren MP4-2C de Alain Prost (1986)
- McLaren MP4-2C de Keke Rosberg (1986)
- McLaren MP4-3 de Alain Prost (1987)

Faz este ano 23 anos que Alain Prost se sagrou campeão pela primeira vez na Formula 1. Foi o primeiro piloto francês a consegui-lo. E actualmente ainda é o único piloto francês campeão da Formula 1. Alain Prost, piloto que tinha passado pelas categorias de formação de pilotos da Renault, atingia o objectivo que perseguia quase desde que tinha chegado à Formula 1 em 1980, ano em que se estreou com a McLaren. Nos três anos seguintes correu pela Renault e esteve sempre no lote dos candidatos ao título. Em 1983 perdeu o campeonato por um ponto e sai da Renault para regressar à McLaren. Em 1984 perde o título por meio ponto para o seu colega de equipa Niki Lauda. Finalmente em 1985 surge a consagração ao conquistar de forma inequívoca o seu primeiro título de campeão na Formula 1.
O campeonato de 1985 teve todos os ingredientes necessários e exigidos à maior categoria do desporto automóvel: foi competitivo, interessante de seguir prova a prova, diversificado porque foram oito os pilotos venceram GP’s, pilotos que se afirmaram (como Aytron Senna e Nigel Mansell), pilotos que acabaram as suas carreiras, equipas novas que entraram na Formula 1 e equipas que abandonaram a categoria. A Ferrari e Michele Alboreto foram os principais opositores à McLaren e a Prost. Alboreto manteve-se na luta pelo título até ao meio da época mas depois foi afectado por vários problemas mecânicos que lhe retiram quaisquer hipóteses de se manter na luta com o francês da McLaren. Por outro lado as performances da McLaren melhoraram bastante e Alain Prost acabou por se sagrar campeão no GP da Europa, a três provas do fim do campeonato. Mas nem assim o interesse esmoreceu. A prova disso foi o último GP disputado na Austrália, que foi pleno de emoção e interesse da primeira à última volta.
No final do campeonato de 1985 Alain Prost e a McLaren sagraram-se campeões; Niki Lauda acabou a carreira; a Renault deixou de ter equipa na Formula 1 e passou apenas a fornecer motores (Lotus e Ligier); a Alfa-Romeo também deixou a Formula 1, sem conseguir um único ponto e passou, tal como a Renault, a fornecedor de motores; Ayrton Senna confirmou todo o seu potencial de campeão; a Williams recuperou a forma de outros tempos, e perfilou-se como uma das principais forças do ano seguinte, ao vencer os três últimos GP’s de 1985; a Zakspeed, a Minardi e a Lola-Beatrice foram as equipas estreantes; e a Toleman foi adquirida pela Benetton. Foi à 23 anos…

Os pilotos do McLaren MP4/2B em 1985 foram: Niki Lauda, Alain Prost e Jonh Watson.
Vitórias: 6 (N. Lauda: 1; A. Prost: 5)
Pole-position: 2 (A. Prost: 2)
Melhor volta : 6 (N. Lauda: 1; A. Prost: 5)

07 Maio 2008

McLaren M29 - Alain Prost (1980)

Esta miniatura é da marca Solido.
Em 1980 a McLaren atravessava já um longo período sem vitórias; a última vitória tinha acontecido em 1977, no GP do Japão com James Hunt ao volante de um McLaren M26. Os sucessores do M26 não foram bem sucedidos. As vitórias eram já uma coisa do passado e os pódios também escasseavam. O M28 substituiu o M26 em 1979 mas depressa se chegou à conclusão que também não seria ainda com este modelo que a McLaren voltaria à boa forma de anos anteriores. A confirmar isto está o facto de o M28 ter sido utilizado apenas em 9 GP’s na temporada de 1979 e de a estreia do M29 ainda ter acontecido nesse ano.
E é sobre o McLaren M29 que hoje vou escrever. A miniatura que apresento é o McLaren M29 de Alian Prost (1980). Esta foi a temporada de estreia do piloto francês.
O designer Gordon Coppuck foi o responsável pelo McLaren M29, aliás como vinha sendo desde 1973 (com o M23). Como disse anteriormente, o McLaren M29 estreou no ano de 1979, no GP da Grã-Bretanha. O resultado não foi mau, John Watson terminou num promissor quarto lugar. Contudo não conseguiu melhor nas restantes corridas.
A McLaren continuou a apostar no M29 para 1980, enquanto preparava o McLaren M30 que surgiu nos últimos 4 GP’s desse ano. Mas o M30 deve ter sido um mau carro porque apenas foi utilizado nessas 4 corridas de 1980. Em 1981 foi utilizada uma evolução do M29 enquanto não surgia o primeiro carro da McLaren Internacional (fusão da McLaren com o Marlboro Project Four de Ron Dennis). Em 1980 a McLaren substituiu o piloto francês Patrick Tambay pelo jovem promissor Alain Prost, que se estreava na Formula 1. Alain Prost e John Watson formaram a dupla de pilotos da McLaren para essa temporada. A estreia de Alain Prost na Formula 1 aconteceu no GP da Argentina de 1980 ao volante de M29 e logo com um sexto lugar. Prost pontuava na primeira vez que guiava na Formula 1. E repetiu a façanha na corrida seguinte, desta vez com um quinto lugar. O resto da temporada já não foi tão empolgante como o seu início mas mesmo assim ainda conseguiu mais dois sextos lugares (um deles com o M30). No final da temporada Prost deixa a McLaren e assina pela Renault. A McLaren termina o campeonato na 8ª posição com 11 pontos; Watson foi o 13º classificado (6 pontos) e Prost o 15º com 5 pontos. No entanto o futuro da McLaren ficou decidido no segundo semestre de 1980; muito resumidamente, o que aconteceu foi a fusão entre a McLaren (gerida por Teddy Meyer) e a Marlboro Project Four (de Ron Denis e John Barnard) para formar a McLaren Internacional. A recuperação da McLaren tinha iniciado…

Como já tinha abordado o campeonato de 1980 remeto os leitores para os dois posts que falam sobre esse tema:
- Renault RE20 - René Arnoux (1980)
- Williams FW07B – Alan Jones (1980)

Os pilotos do McLaren M29 em 1980 foram: John Watson e Alain Prost.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

03 Maio 2008

Ford Escort WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali da Acrópole de 1997)

Esta miniatura é da marca Vitesse.
O novo regulamento dos ralis que entrou em vigor em 1997 fez com que as marcas tivessem que adaptar os seus modelos às novas regras. Houve algumas marcas que optaram por fazer evoluir os seus anteriores modelos do Grupo A adaptados aos novos regulamentos, como foi o caso da Mitsubishi e em certa medida também da Ford. A Subaru construiu um novo modelo; a Toyota também preparava um novo modelo, o Corolla WRC, que apenas estrearia a meio da temporada. No caso da Ford, optou-se também por construir um novo modelo mas não era mais do que um Escort do Grupo A evoluído, assim nascia o Ford Escort WRC.
O modelo anterior da Ford, o Escort RS Cosworth, estava já numa fase em que o seu desenvolvimento tinha atingido o seu pico. Como tal os novos regulamentos vieram permitir à Ford resolver alguns dos problemas que o Escort RS Cosworth apresentava, nomeadamente no que tocava ao eixo traseiro e aos problemas de comportamento que daí vinham. Assim um novo eixo traseiro foi montado no Escort, de acordo com os novos regulamentos que permitiam tal alteração. O novo Ford Escort WRC, para além do novo eixo traseiro, recebeu um novo spoiler traseiro. Aliás era este spoiler traseiro que tornava mais fácil a distinção entre um Escort RS Cosworth e um Escort WRC. Para além destes dois aspectos o novo Escort era muito similar ao Escort de Grupo A.
Uma das grandes dificuldades que a Ford enfrentou nessa época, diga-se por culpa própria, foi a falta de tempo que teve para preparar o campeonato de 1997. Isto porque se tomou a decisão que todo o programa do WRC estaria entregue a Malcom Wilson mas esta decisão foi tomada apenas em Novembro de 1996. O que significou que Malcom Wilson tinha apenas dois meses para preparar a equipa para o primeiro rali da época seguinte, o Rali de Monte Carlo (disputado em Janeiro de 1997). Assim em apenas dois meses foi contratado o staff para uma equipa de ralis; preparou-se essa equipa; tratou-se de toda a logística necessária; e ainda foi necessário preparar e desenvolver o novo Escort WRC. No inicio do ano, Malcom Wilson tinha conseguido este “pequeno” milagre e tinha dois novos Escort’s WRC prontos para o Rali de Monte Carlo. (fonte:
http://www.rallye-info.com/carspecs.asp?car=168).
O piloto principal da Ford foi o espanhol Carlos Sainz; o alemão Armin Schwarz e o finlandês Juha Kankunnen participaram em algumas provas pela Ford. No final do campeonato, a Ford terminava em segundo lugar tendo vencido dois ralis por Sainz (terceiro lugar no campeonato).
A miniatura de hoje é alusiva ao Ford Escort WRC com o qual Carlos Sainz (espanhol) venceu o Rali da Acrópole de 1997.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1997
No Rali da Acrópole, a Ford mostrou que estava a subir de forma; Carlos Sainz (Ford) efectuou uma boa prova e obteve a vitória. Juha Kankunnen (Ford) confirmou a melhoria da Ford ao ficar na segunda posição. Com a vitória Sainz mantinha-se na luta pelo título, beneficiando da desistência de Colin McRae (Subaru) e do terceiro lugar de Tommi Makinen (Mitsubishi).
A Subaru venceu o rali seguinte, na Nova Zelândia. O piloto vitorioso foi o sueco Kenneth Eriksson. O espanhol da Ford atropelou uma ovelha e perdeu a liderança do rali tendo ficado em segundo lugar. Mas Sainz ganhou mais alguns pontos sobre os adversários mais directos visto que estes não terminaram. Kankkunen ficou em terceiro lugar.
No Rali dos Mil Lagos estreou o novo Toyota Corolla WRC com o piloto finlandês Marcus Gronholm, tendo mesmo liderado no início do rali antes de se atrasar com problemas no Corolla. Entretanto assistiu-se a um grande duelo entre Sainz, Makinen e Kankkunen. Sainz acabaria por abandonar deixando a decisão sobre a vitória para os dois finlandeses, Kankkunen e Makinen. O campeão do mundo, Makinen, acabou por levar a melhor sobre Kankkunen, que ficou a sete segundos da vitória.
No Rali da Indonésia Carlos Sainz, depois do abandono no rali anterior, volta a recuperar pontos a Colin e Makinen, que não terminam. Sainz vence o rali e Kankunen é segundo novamente e apenas a seis segundos do colega de equipa. A Ford vence pela segunda vez nesse ano.
O Rali de San Remo foi dominado pelos pilotos da Subaru; McRae e Liatti lutaram entre si pela vitória. No final Liatti teve que ceder a vitória ao colega de equipa, McRae, para que este ainda tivesse hipóteses de lutar pelo título. Makinen ficou em terceiro lugar e Sainz foi o quarto.
No Rali da Austrália Carlos Sainz abandonou e deixou de ter hipóteses de lutar pelo título. Colin McRae voltou a vencer mas Tommi Makkinen desta vez ficou em segundo lugar. Desde modo, à partida para o último rali do ano, apenas McRae e Makinen lutavam pelo título. O finlandês da Mitsubishi estava em vantagem porque lhe bastava um ponto para se sagrar campeão.
Colin McRae dominou o RAC e levou o seu Subaru à vitória, foi a sua terceira vitória consecutiva e a quinta nesse ano. Tommi Makinen, que corria com febre, teve alguma dificuldade mas acabou por conseguiu terminar na sexta posição e conseguir o ponto necessário para renovar o título.
Makinen sagrou-se campeão pela segunda vez consecutiva, com 63 pontos (4 vitórias), mais um que McRae, que venceu 5 ralis. A Subaru venceu o campeonato de marcas com 114 pontos (8 vitórias). A Ford ficou em segundo lugar com 91 pontos (2 vitórias).

26 Abril 2008

Mitsubishi Lancer Evo IV - T. Makinen - S. Harjanne (Rali de Portugal de 1997)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Em 1997 a equipa RALLIART utilizou no Campeonato do Mundo de Ralis a quarta evolução do Mitsubishi Lancer. Nesse ano os ralis sofreram grandes alterações mas a Mitsubishi optou por dar continuidade à evolução que vinha efectuando com o Lancer. Assim, a miniatura que hoje apresento é alusiva ao Mitsubishi Lancer Evo IV que Tommi Makinen (finlandês) utilizou no Rali de Portugal de 1997.
O Mitsubishi Lancer Evo IV dispunha de um motor turbo de 2 litros e 4 cilindros, debitava cerca de 280 cv de potência. Como é obvio, tinha tracção às quatro rodas.
Tommi Makinen, que se sagrou campeão em 1996, era um dos favoritos à conquista do título de 1997 mas foi apenas à quarta prova (Rali de Portugal) que obteve a primeira das quatro vitórias desse ano. No final da época Makinen revalidava o título de pilotos, batendo Colin McRae (escocês) por um ponto apenas. Nos construtores a Mitsubishi seria apenas a terceira classificada.

Campeonato do Mundo de Ralis de 1997
O campeonato de 1997 sofreu significativas mudanças em relação ao do ano anterior. Foi aumentado o número de ralis, que passou de 8 para 14 provas. No entanto os ralis passaram a ser mais curtos e deixou de haver provas mistas, isto é, as organizações dos ralis tiveram que optar por ralis inteiramente disputados em terra ou em asfalto. Ralis mais curtos originaram ralis disputados ao segundo.
No que diz respeito aos regulamentos dos carros também houve modificações e que basicamente consistia no seguinte: os carros de ralis podiam ser construídos com base num carro sem motor turbo e tracção integral, sendo que a quantidade mínima para homologação era de 25.000 unidades. Anteriormente as marcas tinham que construir um modelo turbo e de tracção integral e construir 2.500 unidades para homologação. Agora isso deixava de ser necessário e as marcas tinham apenas de dispor de um carro de série ao qual não era necessário ter turbo e tracção integral. Bastava ter de construir 25.000 unidades do modelo de série, número que na realidade era ultrapassado. Havia a obrigatoriedade de respeitar o peso mínimo de 1230 kg e o motor não podia exceder os 2000 cc. No que concerne à pontuação, foi adoptado o sistema de pontos utilizado na Formula 1 de então: 10, 6, 4, 3, 2 e 1 pontos para o primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto classificado, respectivamente. Muito resumidamente, estas eram as linhas mestras que regulamentavam o novo campeonato. Assim nascia o World Rally Car (WRC).
As principais marcas optaram por estratégias diferentes perante as modificações introduzidas: a Subaru, a Ford e a Toyota, optaram por construir um carro novo; no caso da Mitsubishi a opção foi fazer evoluir o Lancer.
No início do campeonato assistiu-se ao domínio da Subaru. Efectivamente, os três primeiros ralis do ano foram vencidos pela Subaru mas por pilotos diferentes. No Monte Carlo o italiano Piero Liatti aproveitou o abandono de Colin McRae e o atraso de Tommi Makinen para vencer pela primeira vez um rali do mundial. Carlos Sainz (espanhol) no novo Ford Escort WRC terminou na segunda posição à frente de Makinen. No Rali da Suécia o pódio foi quase igual ao do Monte Carlo, apenas o vencedor foi diferente. O sueco Kenneth Eriksson (Subaru) venceu o rali nórdico. No Safari foi a vez de Colin McRae vencer pela Subaru.
Nos dois ralis seguintes (Portugal e Catalunha) Tommi Makinen reapareceu e mostrou que era o Campeão do Mundo. As duas vitórias de Makinen foram aproveitadas ao máximo já que os seus mais directos adversários não conseguiram terminar nos pódios. Em Portugal, Mcrae e Sainz não terminaram. No Rali da Catalunha, disputado em asfalto, Makinen teve que lutar contra o Peugeot 306 Maxi de Gilles Panizzi (francês), que terminou em terceiro lugar. O Peugeot (Kit Car de duas rodas motrizes) revelou-se bastante competitivo. Isto aconteceu porque os Kit Cars eram bastante mais leves que os WRC e em asfalto a diferença de potência e os uso da tracção integral se esbatia.
Na Volta à Córsega (disputado em asfalto), o Peugeot 306 Maxi de Gilles Panizzi voltou a demonstrar que era competitivo neste tipo de ralis. Terminou na terceira posição mas bastante perto dos primeiros classificados. Colin McRae (Subaru) venceu o rali com apenas 8 segundos de vantagem sobre Carlos Sainz (Ford), tendo Panizzi ficado a 38 segundos de McRae. Tommi Makinen não terminou devido a um acidente.
Na sétima prova do campeonato, Tommi Makinen vence o Rali da Argentina batendo os dois Subaru (McRae e Eriksson, segundo e terceiro respectivamente). Nesta altura Makinen era o líder do campeonato com 38 pontos seguido de McRae com 32 pontos.
(continua)

20 Abril 2008

Renault Maxi Megane - V. Sá - J. Vieira (Rali Vinho da Madeira de 1997)

Esta miniatura é da marca Vitesse.
O Renault Maxi Megane foi a aposta da marca francesa às alterações efectuadas no mundial de ralis que originou o nascimento do WRC e consequentemente à categoria de F2 (cuja característica principal era o facto de os carros possuírem apenas duas rodas motrizes). O Renault Maxi Megane vinha substituir o Clio Maxi e tinha como objectivo vencer o campeonato destinado aos carros de F2, sendo os seus adversários mais directos o Citroen Xsara Kit Car e o Peugeot 306 Maxi.
A base do Maxi Megane foi obviamente o Megane Coupe, e na verdade mostrou-se em várias situações melhor que o Clio Maxi mas nem sempre. Havia ralis em asfalto nos quais o Clio Maxi era bem mais eficiente que o Maxi Megane, por exemplo nas estadas estreitas e sinuosas da Córsega o Clio levava a melhor sobre o Megane.
O Renault Maxi Megane estreou-se nos ralis em 1996 e esteve em actividade até 2001. Foi uma excelente aposta para os pilotos privados que assim dispunham de mais um carro de relativamente baixo custo para competirem.
Disputado no asfalto, o campeonato britânico foi o palco ideal para o sucesso do Maxi Megane: venceu o Campeonato Britânico de Ralis em 1998 e 1999 (marcas e pilotos).
Mas com o decorrer do tempo ficou evidente que o Maxi Megane não conseguiu impor-se aos seus mais directos adversários: o Peugeot 306 Maxi e o Citroen Xsara Kit Car. Contudo não deixou de ser um excelente carro que mostrou ser competitivo.
A miniatura de hoje é a versão do Renault Maxi Megane de Vitor Sá (piloto madeirense?) no Rali Vinho da Madeira de 1997 (prova do Campeonato Nacional de Ralis e do Europeu de Ralis). Julgo que Vitor Sá ainda se encontra activo, pelo menos tenho a indicação de que participou no Rali de Portugal de 2007, naquela que terá sido a sua primeira (?) participação no Rali de Portugal. No que diz respeito ao Rali Vinho da Madeira, a sua primeira participação terá ocorrido em 1992 (?) num Ford Sierra RS Cosworth 4x4. Desde 1997 até 2006 não falhou nenhuma edição do Rali Vinho da Madeira. Em 2004 atingiu o seu melhor resultado de sempre na Madeira. Venceu o rali precisamente com um dos adversários do Maxi Megane: o Peugeot 306 Maxi.
Em 1997, naquela que terá sido a sua segunda (?) participação no Rali Vinho da Madeira, Vitor Sá terminou a prova na 10ª posição com o Renault Maxi Megane.
Em 1998 voltaria a disputar o rali com o Maxi Megane, tendo terminado no 7º lugar. De 1999 a 2001 utiliza um Subaru Impreza; de 2002 a 2004 utiliza o Peugeot 306 Maxi; em 2005 utilizou o Peugeot 206 XS S1600 e em 2006 um Clio S1600.
Editado a 24 de Abril
Informação fornecida por Quim (aconselho a visita ao seu blog Quim Rally)
- Vitor Sá é madeirense, e já leva 1o titulos regionais.
- O Vitor Sá já havia participado nos Ralis de Portugal de 2005 (Mitsubishi) e 2006 (Clio S1600).
- 1º participação do Sá no RVM, salvo erro foi em 88 com um R5 GT Turbo.
- Em 1997 já contava pelo menos com 7 participações na prova madeirense (r5, corolla gt, sierra 2wd, 4wd, corsa, clio williams).
- Em 2007 usou um Fiat Punto S2000, e abandonou vitima de despiste na 2ª especial do rali.
- Em 2008 tripula um Peugeot 207 S2000 preparada na França pelo Barroso Sport.

18 Abril 2008

Subaru Impreza 555 - R. Madeira - N. R. da Silva (Rali de Portugal de 1997)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O piloto português Rui Madeira disputou o Rali de Portugal de 1997 com o Subaru Impreza 555. Depois de ter utilizado em 1996 o Toyota Celica (já aqui anteriormente postado), Rui Madeira passou para o Subaru. Assim a miniatura que hoje apresento é o Subaru Impreza que Rui Madeira utilizou no Rali de Portugal de 1997.
O ano de 1997 foi o primeiro do WRC. A FIA introduziu novas regras nos ralis, o que gerou grandes mudanças (mas disso falarei no post seguinte).
O Rali de Portugal (4ª prova do mundial) voltou ao campeonato, após a ausência do ano anterior devido ao sistema de rotação entre os ralis. Como sempre, os pilotos portugueses procuram o melhor resultado possível, o que no caso de Rui Madeira passava por ser o melhor português. O seu adversário seria Adruzilo Lopes, que guiava o Peugeot 306 Maxi. Mas com o decorrer do rali e da forma como se foram sucedendo os abandonos dos pilotos das equipas oficiais (Carlos Sainz no Ford e Colin McRae no Subaru), chegou a pensar-se que Rui Madeira teria hipóteses de chegar ao fim do rali no pódio. Para Tommi Makkinen (Mitsubishi), campeão de 1996, esses abandonos facilitaram a sua tarefa e o finlandês acabou por vencer quase sem se esforçar; foi a sua primeira vitória em 1997.
Para Rui Madeira, que esperava chegar ao fim como o melhor português, o rali acabou por ser um calvário porque capotou inexplicavelmente numa zona lenta, tendo comprometido todo o rali. Mesmo atrasado na classificação geral, Rui Madeira não baixou os braços e conseguiu recuperar até ao 15º lugar. Como é óbvio, o objectivo de ser o melhor português não foi alcançado. Esse prémio foi para Adruzilo Lopes (Peugeot) que terminou no 10º lugar.
Como curiosidade refiro que, após o rali português, Rui Madeira ainda realizou o Rali da Catalunha com o Subaru Impreza 555 tendo terminado num excelente 6º lugar, apenas superado pelos pilotos das equipas oficiais.